segunda-feira, 31 de julho de 2017

Grupo da Caminhada

A importância das Atividades Físicas no tratamento da dependência química

O uso de drogas psicotrópicas é uma prática antiga, porém, o manejo e o padrão de uso atual são completamente diferentes da época de nossos ancestrais. Deixou de ser um uso com fins específicos para se tornar rotineiro, alterou fortemente seu padrão de uso e seus efeitos e resultados sociais. A dependência tem se mostrado um problema de saúde pública em todo mundo.  É notório observar, diferentes estágios na modelagem desse comportamento, assim como nas complicações decorrentes do uso de drogas, podendo ainda ser influenciado por fatores biológicos, psicológicos e sociais que devem ser considerados na elaboração dos cuidados terapêuticos. É necessária, para além das intervenções farmacológicas, a inclusão de estratégias comportamentais, sociais e laborais. (Scaduto e Barbieri, 2009).

Trajeto percorrido: 2,3km com duração: cerca de 40 minutos de caminhada.

O exercício físico tem sido proposto como ferramenta importante no tratamento da dependência de drogas lícitas e ilícitas, complementando abordagens psicoterapêuticas e farmacológicas tradicionais. Vale salientar que tal prática, representa um incremento significativo nas possibilidades para abordagem e tratamento, tornando-se alvo de interesse de pesquisadores e estudiosos da área, que buscam a compreensão das bases fisiológicas para sua inclusão terapêutica, com vistas à redução das alterações neuroquímicas, do desejo e da compulsão pelo uso (fissura), dos distúrbios do humor e da cognição, bem como dos níveis de estresse e das dificuldades para relacionamento social e afetivo decorrentes do uso de drogas. (Zschucke et al., 2012).
Dentro deste contexto, a atividade física trabalha diretamente no treinamento do autocontrole e do conhecimento em si, onde o individuo irá aprender a trabalhar e a identificar situações que o mobilizam na vida diária, a fim de evitar reações impulsivas, descontroladas, psicofísicas exageradas e o comportamento social inadequado e agressivo (MIALICK, FRACASSO E SAHD, 2010).
Nesta perspectiva, o Caps Ad Continente conta com um Grupo de Atividades Físicas 2x por semana.
Este grupo é realizado por 01 técnica de enfermagem e 01 enfermeira na quarta-feira pela manhã e por 01 técnica de enfermagem e 01 psicólogo na sexta-feira pela manhã.

Vale ressaltar que no grupo qualidade de vida, ofertado por este serviço às quartas-feiras, realiza-se uma avaliação prévia através da aplicação individual do questionário PARQ-adaptado, incluindo também avaliação antropométrica, pressão arterial, IMC e circunferência abdominal para avaliar risco cardiovascular.



Esse instrumento foi disponibilizado pela Profissional de Educação Física da Prefeitura Municipal de Florianópolis e tem como intuito ver a aptidão física para participar de atividades físicas leves a moderadas e os possíveis encaminhamentos para os que não estão aptos no momento.


Referências

MIALICK, E.S., FRACASSO. L., SAHD. S.M.P.V. A importância da pratica da atividade física como auxílio no processo de tratamento para a dependência química em pessoas de 18 a 35 anos. São Paulo, 2010.
Disponível em:< http://www.efdeportes.com/efd166/atividade-fisica-no-tratamento-de-dependentes-quimicos.htm >.
Acesso: 30 de jul.2017.

SCADUTO, V. Barbieri. O discurso sobre a adesão de adolescentes ao tratamento da dependência química em uma instituição de saúde pública. Ciência saúde coletiva, 14 (2) (2009), pp. 605-614.
Disponível em:< http://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0101328916000196>.
Acesso: 30 de jul.2017.

ZSCHUCKE et al., 2012.Exercise and physical activity in the therapy of substance use disorders
Scientific World Journal, 2012 (2012), pp. 901741.
Acesso: 30 de jul.2017.
   









quinta-feira, 20 de julho de 2017

Compostagem


 Vale lembrar que, compostagem significa transformar (compostar) matéria orgânica, normalmente restos de alimentos (mas podem-se incluir também papéis, madeira, folhas, entre outros), em adubo.


Já o minhocário é diferente da composteira normal. Por ser realizado em espaços pequenos e fechados (normalmente caixas empilhadas), a ação das bactérias decompositoras seria muito devagar e por isso adequa-se esse ambiente para as minhocas, que passam a alimentar-se dos resíduos orgânicos transformando-os em adubo.  É uma ótima troca, na qual damos alimentos para as minhocas e em troca elas nos dão o adubo.
É importante salientar a parceria que foi desenvolvida entre Caps Ad Continente e o IFSC (Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Santa Catarina), que disponibilizou dois bolsistas para dar suporte as atividades desenvolvidas com o projeto Minhocário e o Projeto Compostagem.
Os materiais utilizados no Grupo da Horta são produtos na sua grande maioria reciclados, ou reaproveitados, restos de telhas são baldeados para a construção de canteiros, as sementes e mudas são trazidas em grande parte pelos próprios pacientes e as ferramentas manuais são disponibilizadas pela Prefeitura Municipal de Florianópolis.  As hortaliças geralmente semeadas ou transplantadas em canteiros são as seguintes: Alface, Cenoura, Beterraba, Repolho, Couve, Espinafre, Temperos (cebolinha verde, salsa e manjerona) Rabanete, Chicória, Ervilha de vagem, Rúcula e Tomate Cereja. As plantas medicinais e aromáticas plantadas são: sálvia, hortelã, arruda, alfavaca, cavalinha-do-campo, losna, camomila, capim-limão, guaco, alecrim, manjericão, poejo e funcho.
O que é cultivado é dividido entre os participantes do grupo para que eles possam consumir junto de suas famílias. Lembrando ainda que as plantas medicinais e aromáticas plantadas são utilizadas para realização de chás no inverno principalmente, para serem saboreados nos grupos entre técnicos e pacientes.






quinta-feira, 6 de julho de 2017

Grupo da Horta-Caps Ad Continente



 Uma nova política de Saúde Mental, desencadeada a partir do processo de Reforma Psiquiátrica, vem sendo discutida e gradualmente implantada no cenário da Saúde no Brasil (SARACENO et al., 2001). Dentro do projeto geral está a proposta de criação de oficinas terapêuticas. Elas constituem-se em um importante espaço de tratamento, pois estimulam a capacidade de produção, de convivência e interação grupal.




As oficinas terapêuticas surgem num processo que visa restabelecer a cidadania da pessoa com transtornos mentais através da desconstrução do modelo asilar de atenção à saúde mental. Dessa forma, as oficinas passam a exercer papel primordial, tanto como elemento terapêutico quanto como promotoras de reinserção social, através de ações que envolvem o trabalho, a criação de um produto, a geração de renda e a autonomia do sujeito. Para isso, o usuário deve ser sujeito do processo, criar autonomia no pensar, ter capacidade de planejar o próprio trabalho e participar do processo de gestão. Dentro dessa perspectiva se faz necessário, respeitar e entender o sujeito/individuo como um todo, que possui uma história de vida, dentro de um contexto social dinâmico e complexo.



O Grupo da Horta foi criado no Caps Ad Continente, com a intenção de promover a busca pela integração dos pacientes com o serviço, bem como estimular o contato com a terra, envolver os pacientes no grupo, incentivar uma alimentação saudável, produzir produtos frescos e orgânicos, trabalhar a questão da sustentabilidade e da reciclagem, desenvolver a própria autonomia de plantar e colher, exercitar o trabalho em equipe e ser uma possibilidade de fonte de renda. Construção coletiva de um espaço, desenvolvendo a relação com os canteiros, e o aprendizado de noções básicas de ecologia. À produção se dá em uma horta de pequeno porte, com a confecção de canteiros, plantio, adubação, capina e colheita, para fins terapêuticos.



O Grupo foi retomado e reformulado há cerca de 02 anos, por três técnicas do Caps Ad Continente (Juliana, Rosani e Viviane) e vem mostrando resultados positivos na socialização dos pacientes. Anteriormente o espaço estava desativado, as técnicas perceberam como potencial o grupo e estimularam os pacientes na participação de retomar o espaço e produzir seu próprio alimento saudável.
Garantir alimentos saudáveis, nutritivos e saborosos mais baratos, previne e até cura doenças, educa, ocupa e, quando implantada com prazer, proporciona lazer e exercícios ao ar livre.  No mundo inteiro existe atualmente uma preocupação dos consumidores em relação a qualidade dos alimentos. Há uma conscientização de que muitos problemas de saúde poderão ser evitados se for consumido alimentos livres de resíduos químicos. Cresce, também, a consciência de que devemos praticar uma agricultura integrada com a natureza e que preserve os recursos naturais.

O cultivo orgânico adotado no Caps Ad Continente, é um sistema de produção agrícola ecológico e sustentável, baseado na preservação e no respeito a terra, ao meio ambiente e ao homem. Este sistema é centrado no ser humano e a base da sustentabilidade é o solo. Os princípios básicos da agricultura orgânica são utilizados no Grupo da Horta. Dentre estes se destacam: adubação orgânica (composto orgânico), utilização da composteira e do minhocário que o serviço também produz, plantio direto, manejo de pragas com produtos alternativos sem riscos ao meio ambiente. O cuidar da terra implica em molhar, adubar, plantar, preparar o canteiro, estercar, limpar e colher.

segunda-feira, 3 de julho de 2017

3º FÓRUM DE DIREITOS HUMANOS E SAÚDE MENTAL
 DEMOCRACIA, SAÚDE MENTAL, VIOLAÇÃO DE DIREITOS: CONSEQUÊNCIAS HUMANAS.


 Florianópolis, Capital do Estado de Santa Catarina, sediou, nos dias 28,29 e 30 de junho de 2017, o 3º Fórum Brasileiro de Direitos Humanos e Saúde Mental, organizado pela Associação Brasileira de Saúde Mental – Abrasme e pela Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC. O tema não poderia ser mais atuais e pertinentes: "DEMOCRACIA, SAÚDE MENTAL, VIOLAÇÃO DE DIREITOS: CONSEQUÊNCIAS HUMANAS". O objetivo central foi problematizar as violações de Direitos Humanos e a política de Saúde Mental que acontece em diferentes cenários do Brasil.

Crescimento Através do Trabalho em Equipe - Celebrando mais uma conquista

Trabalhar em equipe é ter várias pessoas diferentes lutando por um objetivo igual e comum. E para que o trabalho tenha bons resultados, é fundamental que cada um dos membros da equipe dê o seu melhor.  O Caps Ad Continente participou juntamente com o Caps Ad Ilha, da Feira da Economia Solidária, expondo materias produzidos nas oficinas dos serviços. Materias estes como: artesanato, roupas customizadas, cerâmica, Xilogravuras impressas em cartões postais, tecidos, produtos produzidos com materiais reciclados, retalhos e ou reutilizados, ecologicamente corretos com um apelo diferenciado à venda, levando em consideração a questão da preocupação ambiental, sendo todos produtos exclusivos.
A Feira da Economia Solidária trata-se de um espaço alternativo dedicado aos usuários, familiares e trabalhadores que produzem na lógica solidária, que privilegia o coletivo e promove a dignidade humana através da inclusão social pelo trabalho e a reabilitação psicossocial, com respeito à identidade e a forma de produzir. Tendo como objetivo, divulgar empreendimentos relacionados à Saúde Mental e diversidades de produtos da região, dentro da lógica da Economia Solidária. Os estandes são gratuitos, por se tratar de um espaço destinado à geração de renda aos usuários e reabilitação social.
A Feira aconteceu no Hall da Reitoria da Universidade Federal de Santa Catarina, UFSC – nos dias 28/06 a 30/06 das 8h às 18h.
Vale ressaltar a importância da atuação conjunta entre usuários, familiares e técnicos. Os presentes no evento expondo trabalhos e os que permaneceram nos serviços dando todo suporte para o bom andamento das atividades.
A frase que resume todo este acontecimento: A união faz a forca, juntos somos mais saúde mental.

Mais informações disponíveis em: http://www.direitoshumanos2017.abrasme.org.br


 










quinta-feira, 8 de junho de 2017

Grupo Customização - 08/06/2017

O Grupo de Customização realizado hoje, no Caps Ad Continente foi bem produtivo. O grupo foi sendo costurado ao longo da manhã. Trabalhamos com tapetes, retalhos, linhas, teve muita conversa regada á música relaxante e chás de amora e erva-cidreira, provenientes da horta do nosso serviço.


Contamos ainda com a participação da Residente de Psicologia Tamara, que remediou a conversa.
Hoje duas novas pacientes, iniciaram o grupo, em meio à conversa descobrimos que uma delas gosta de escrever poesias. Segue poesia que a mesma recitou durante o grupo.


Para finalizar a manhã, segue foto do trilho concluído na aula de hoje.




quinta-feira, 1 de junho de 2017

Audiência Pública trata sobre a luta antimanicomial e a necessidade de uma reforma psiquiátrica





Nesta segunda-feira dia 29 de maio, aconteceu no Plenarinho da Alesc, a Audiência Pública “Luta Antimanicomial: A Reforma Psiquiátrica ainda é necessária!”. Iniciativa do deputado Cezar Valduga, Presidente da Comissão de Legislação Participativa da Assembleia Legislativa, a audiência contou com a presença de representantes de entidades, movimentos sociais, gestores públicos, psicólogas(os), profissionais da área da saúde, estudantes e usuários da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS).
Vale lembrar que, em 2017 o Brasil alcança 30 anos de luta por uma sociedade livre de manicômios. Este movimento foi – e ainda é – protagonizado por familiares, usuários, profissionais e militantes da saúde mental. Sendo que, o ápice da luta se deu com a promulgação da Lei nº 10.216 de 2001, que trata sobre a proteção e o direito da pessoa portadora de transtornos mentais e redireciona o modelo assistencial em saúde mental. A lei impulsiona a luta pela reforma psiquiátrica no Brasil e tem como princípio a construção de uma rede substitutiva à hospitalização como sendo o principal recurso de atenção ao sofrimento psíquico severo e persistente; além de atribuir ao Estado a responsabilidade pelo desenvolvimento e pela efetivação das políticas e ações de tratamento.
Conforme Rosilene Brasil Alves, coordenadora Estadual de Saúde Mental um dos principais desafios vivenciados é fazer com que profissionais e gestores tomem conhecimento da história desta luta, pois somente assim é possível entender de fato qual a verdadeira razão da rede. Henrique Borges Tancredi Médico-psiquiatra e diretor do Hospital Santa Tereza, de São Pedro de Alcântara, um dos idealizadores do primeiro CAPs em Santa Catarina - a primeira iniciativa extra-hospitalar no estado - reitera que este momento é afirmativo quanto à Reforma Psiquiátrica nos seus preceitos, pois o cenário não se apresenta favorável. A reforma precisa ser efetivada em todos os sentidos, com a criação de novos CAPs e o fortalecimento da estrutura como um todo, segundo ele. Assim, entende-se que é preciso construir ações propositivas e afirmativas, fazendo um contraponto aos ataques à RAPS e criando um espaço para avançarmos em defesa dos serviços substitutivos. E esta luta precisa ser em conjunto!
Como encaminhamentos desta audiência podem ser citados: o fortalecimento das parcerias com universidades, movimentos sociais e parlamentares junto à Frente Pela Reforma Psiquiátrica e, principalmente, a produção de um Relatório a partir desta audiência. Este documento será propositivo à abertura imediata do CAPs 3 em Florianópolis; à exigência de que o Conselho Estadual de Saúde (CES) tome providências cabíveis no que se refere ao processo de desinstitucionalização do atendimento psiquiátrico em Santa Catarina; à destinação de recursos à RAPS; à fiscalização, via Frente Parlamentar Catarinense pela Reforma Psiquiátrica e Luta Antimanicomial e Defensoria Pública, quanto ao fechamento das instituições psiquiátricas; à  articulação da V Conferência Estadual de Saúde Mental. O relatório será publicizado nas mídias do CRP-12 em um link que possibilitará a alimentação com assuntos relacionados ao tema. 

Confiram também a reportagem feita pela Alesc: https://www.youtube.com/watch?v=WfY8LNAkM5c#action=share.

quarta-feira, 31 de maio de 2017

Gratidão à amiga e psiquiatra Adriana

Hoje dia, 31/05/2017, após dois anos de convivência e parceria, encerra-se o contrato de trabalho da nossa amiga e médica psiquiatra Adriana Kuchenbecker com a Prefeitura Municipal de Florianópolis. Aqui vai uma singela homenagem da equipe técnica do CAPS Ad Continente para esta grande mulher e profissional competente. 




Adriana
Coração enorme, super mãe, esposa, humana, acolhedora, paciente, amiga, bonita por dentro e por fora. Médica psiquiatra que veste com orgulho o jaleco da saúde mental. A favor da reinserção dos pacientes e que por vezes nos faz lembrar muito da Nise da Silveira, a mulher que revolucionou o tratamento da loucura no Brasil, que contestou práticas e demonstrou soluções, dando novos contornos e sentidos aos tratamentos e às relações entre psiquiatras e pacientes. Assim como Nise, você enxergou a riqueza de seres humanos que estavam “no meio do caminho”. No meio do caminho entre o existir e a dignidade.
A vida é cheia de surpresas, nem sempre tão belas. Aprendemos a lidar com as dores sem que elas nos peçam licença. Vão entrando sem dó, nos arrebentam o coração, dilaceram a alma. Amigos vêm e vão, mas saiba que os bons, ficam no nosso coração como tatuagens, marcas eternas. 
É, vai ser ruim conviver com a sua ausência, vai ser triste sem você aqui para alegrar os nossos dias, quando alguém que a gente gosta e admira, vai embora, é como se um pedaço nosso, fosse junto também. Com certeza você deixará saudades. Ainda que distante, tenha certeza, não a esqueceremos. Você, com sua simplicidade e seu carisma conquistou a todos nós. Você é muito especial. A sua dedicação, o seu trabalho, o seu carinho jamais serão esquecidos, ficarão plantados em nossos corações. Um dia com certeza iremos nos encontrar por esses caminhos. Lembraremos dos momentos vividos, do trabalho dividido.
Você deixa de fazer parte da nossa equipe, mas todos os aprendizados e as experiências que obtivemos com você permanecem conosco. A sua contribuição foi sempre muito rica e importante para todos nós. Você colaborou para o crescimento da equipe e com muita dedicação e entusiasmo e deixa importantes lições e exemplos.
Que sua nova jornada lhe traga prazer e alegrias, que você conquiste novos amigos, mas nunca se esqueça dos que ficaram aqui, que embora distantes torcem para que sua vida siga adiante com determinação, alegria e muita felicidade. Saiba que quando resolver voltar, ainda que seja apenas rever os amigos, você será recebida com festa, afinal, é o que esperamos que faça sempre que puder. Boa sorte e muito sucesso. A saudade vai ficar, mas a certeza da sua felicidade é o nosso maior prazer. Lembre-se: estaremos sempre torcendo por você.
Leve com você, em seu coração, essa mensagem que traduz um pouco do que sentimos por você e o muito que significas para todos que ficaram.

Obrigado e parabéns pelo seu profissionalismo!



Equipe CAPS Ad Continente

segunda-feira, 22 de maio de 2017

Grupo Artesanato - Caps Ad Continente


Considerando o caráter multifacetário da saúde, o entrelaçamento da arte com a saúde mental tornou-se uma proposta terapêutica ampla e eficaz. O grupo de artesanato constitui-se numa estratégia de promoção à saúde e com grande potencial terapêutico.


O grupo desenvolvido no serviço tem a intenção de aproximar, resgatar atividades artesanais, trabalhos manuais, valorização da criatividade e do saber envolvendo materiais reutilizáveis, boa parte deles recicláveis e pouco material comprado. Dando vida a materiais e produtos que antes aparentemente não tinham utilidade.


Este grupo surgiu após discussões da equipe quanto à necessidade de criação de um espaço que visasse, além da realização de trabalhos manuais, a busca pela autonomia, a oportunidade de ser uma fonte de renda, um momento de conversa informal. Buscou-se assim, a construção de um espaço propício para a fala e a escuta, onde pudesse ocorrer o compartilhamento de experiências.


 O grupo produz trabalhos manuais como confecção de tapetes, bijuterias, almofadas e chaveiros, trabalhos em madeira, pinturas, patchwork, entre outras, predominantemente com o uso de materiais recicláveis. São com estes materiais recicláveis, tecidos, fios, linhas, garrafas PET, que os artigos são produzidos. É o grupo mesmo que coleta os materiais. Alguns participantes passam a reciclar o lixo doméstico, outros pegam os materiais na rua ou pedem para os vizinhos. 


As produções são regadas com música e conversa, tornando-se palco para a verbalização das situações do dia a dia. São freqüentes os temas relacionados à família, saúde/doença, infância, amizades e trabalho. Mas, vai-se muito além, os integrantes trazem suas angústias, seus medos, desejos, necessidades.


Observa-se que o grupo propicia um momento rico de trocas de experiências e vivencias, onde os participantes costuram muito além de panos: costuram os fragmentos de suas vidas, atribuindo novos sentidos para suas experiências, pois percebem que não são os únicos que estão passando por dificuldades e problemas, sejam eles de qualquer origem.


Além disso, pode-se observar que o grupo favorece a autonomia dos sujeitos participantes, instrumentalizando-o na resolução de suas dificuldades e problemas; promove a saúde, propiciando o bem-estar; valorização do trabalho manual, exercício da paciência e do trabalhar em grupo, oferece suporte emocional e social as mudanças que ocorrem na vida dos integrantes, criando estratégias de enfrentamento ao sofrimento; estabelece vínculos entre os participantes; e fortalece o vínculo existente entre os usuários e o Caps.


 O grupo ocorre simultaneamente a outro grupo, todas as quintas-feiras no período da tarde, tendo duração mediam de uma hora e meia. O grupo e conduzido por duas técnicas de enfermagem.



Para participar da oficina terapêutica, basta o usuário do Caps Ad Continente solicitar em reunião de equipe de referencia. Os trabalhos produzidos são expostos no serviço e quando doados por seus criadores são sorteados entre os participantes em festividades que o Caps Ad Continente promove.








quinta-feira, 11 de maio de 2017

Grupo de Customização

O grupo surgiu em outubro de 2016, com a intenção de ser uma atividade informal onde trabalha-se com as mãos, utilizando a criatividade. As profissionais que coordenam o grupo, Viviane, Juliana e Adriana, não tem formação na área, mas se interessam pelo assunto e viram no grupo um potencial a ser explorado.



 A proposta principal do grupo é resgatar peças antigas de roupas e reutilizar materiais já esquecidos promovendo o estímulo ao autocuidado e o resgate de habilidades manuais, bem como promover uma visão anticonsumista e sustentável, evitando descarte inadequado e o consumo exagerado.


Entre linhas e retalhos, vão se remendando lembranças da infância e vão brotando histórias significativas, que as profissionais acolhem e vão cerzindo demandas dentro e fora do serviço.
O material utilizado, em grande parte, é reciclado ou reutilizado, proveniente de material de descarte de lojas da comunidade próxima ao CAPS: roupas que seriam descartadas, tecidos de lycra e tricoline, sacos de raschel. 


Empregando diferentes técnicas como patchwork, fuxico, tapeçarias com retalhos e costuras vão surgindo trilhos, tapetes, cortinas, jogos lúdicos, coletes, toalhas de mesa, roupas personalizadas e moda pet. Utilizando-se como ferramentas: tesouras, agulhas, linhas e uma máquina de costura.


O grupo formado em maioria por homens, quebrando o estigma da visão preconceituosa de que linhas e tecidos são atividades femininas.
As peças confeccionadas no grupo são utilizadas para decorar, colorir e embelezar o CAPS AD Continente.

   

O grupo acontece nas quintas feiras de manhã, em horário paralelo ao Grupo Motivacional, com duração de 1h30min. 





sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Atividade LIOP | CAPS Ad

Neste 16 de dezembro realizamos o fechamento do ciclo de aproximação entre o Laboratório de Informação e Orientação Profissional (LIOP) do Departamento de Psicologia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e o CAPS Ad Continente.
Esta atividade foi conduzida pelos professores Iúri Novaes Luna e Maiana Farias Oliveira Nunes, com apoio do Psicólogo Edemir Firmino Nascimento e da Estagiária de psicologia Claudia Miró.
Neste encontro os professores conduziram duas dinâmicas voltadas para habilidades de apresentação de produtos/serviços e na sequência simulações de entrevistas de empregos. As atividades foram pensadas tendo por base o levantamento prévio de demandas dos usuários do CAPS Ad Continente em oficina realizada no primeiro semestre de 2016.
Com a iniciativa pretendemos estreitar a parceria com o LIOP e promover grupos específicos para o público do CAPS Ad na temática do trabalho e orientação profissional em 2017.

Professores Maiana e Iúri