sexta-feira, 8 de julho de 2016

Museu Se Prepara Brasil - Rio 2016

Grupo dos Trajetos Culturais visitou nesta quinta-feira, 07/07/2016, a exposição do Museu Se Prepara Brasil - Rio 2016. O Museu itinerante, montado sobre uma carreta, esteve no Largo da Alfândega em Florianópolis por dois dias, 06 e 07 de julho.

A mostra sobre rodas reúne cerca de 100 peças dos acervos do Comitê Olímpico Internacional (COI), do Comitê Olímpico do Brasil (COB) e do Comitê dos Jogos Rio 2016, além de coleções particulares. O público pode conferir ainda algumas curiosidades referentes às edições anteriores realizadas em várias cidades do mundo, incluindo a participação brasileira em diversas modalidades.








sexta-feira, 10 de junho de 2016

Casa de apoio continente

Conhecendo a casa de apoio continente
Fachada principal

Entrevistando a equipe técnica responsável:

Assistentes sociais: Neusa e Sidneia
ENTREVISTA

1. O que é preciso para conseguir uma vaga na casa de apoio?

O usuário para ser acolhido na casa de apoio deverá procurar o centro pop ou o serviço social.

2. Por quanto tempo pode-se ficar na casa?

Segundo orientação da política de assistência social o abrigo institucional poderá acolher o usuário num prazo de até 6 meses ou conforme avaliação da equipe técnica.

3. Quantos funcionários trabalham na casa?

São 24 funcionários: 1 coordenador, 1 psicologa, 2 assistentes sociais,11 educadores sociais, 1 motorista, 4 vigilantes, 2 cozinheiras e 2 profissionais de serv. gerais.

3. Qual o perfil dos usuários?
Pessoas em situação de rua, do sexo masculino, acima de 18 anos.

4. Qual a sua função na casa?
Assistentes sociais, Neusa e Sidnéia.

Texto:
Lobão (Antônio Marcos)
Franz
Fotografia: 
Eduardo
Apoio:
Marcos Antônio
Arilton
Enio









Horta



Felipe (coordenação), Lobão e Adriana (psicóloga)





sexta-feira, 13 de maio de 2016

SEMANA DA LUTA ANTIMANICOMIAL

O dia 18 de maio representa, nacionalmente, a data em que se comemora o processo de enfrentamento conta a exclusão social das pessoas com transtornos mentais. Por isso, na próxima semana, a Secretaria de Saúde de Florianópolis apoia a realização de uma semana de atividades culturais e acadêmicas. O destaque é a presença do argentino Alfredo Moffattt, autor de obras como Psicoterapia do Oprimido e Terapia de crise, discípulo de Pichon-Rivière, um dos principais responsáveis pela formação da Psicologia Social argentina.

Na quarta-feira (18), ele fará uma oficina de sociodrama, com técnicas que utilizam elementos do teatro para a dramatização dos problemas cotidianos dos pacientes. “É como um ensaio do enfrentamento das situações que acontecem no dia a dia das pessoas”, explica Marcelo Fialho, da Gerência dos Centros de Atenção Psicossocial de Florianópolis (CAPS).

A Semana de Luta Antimanicomial é realizada pela Secretaria de Saúde, em parceria com a Universidade Federal de Santa Catarina, a Escola de Saúde Pública de Santa Catarina, a Faculdade Cesusc, o Instituto Arco-Íris de Direitos Humanos e o Conselho Regional de Psicologia da 12ª Região.

O objetivo é sensibilizar a comunidade acadêmica, os trabalhadores que atuam nessa área ou em áreas afins, os usuários dos serviços de saúde mental e a população em geral sobre a relevância e atualidade da temática.


Luta antimanicomial 
Nas últimas três décadas, muito se tem avançado no estabelecimento de normativas legais que visam a garantia dos direitos dos pacientes da Saúde Mental. Houve, também, diversas iniciativas no redirecionamento do modelo de atenção à saúde mental no País, como a inversão do investimento financeiro governamental, que anteriormente priorizava hospitais psiquiátricos e atualmente prioriza os serviços substitutivos, de base comunitária, como os CAPS.

A despeito desses avanços, explica Marcelo, muito se tem a fazer na direção da garantia de uma ampla rede de serviços, na saúde e nas demais redes intersetoriais (assistência social, segurança pública, justiça, educação, cultura etc) que sejam efetivamente corresponsáveis no cuidado a essa população.

Confira a programação:


Fonte: http://www.pmf.sc.gov.br/noticias/index.php?pagina=notpagina&noti=16988

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

ZINE FÊNIX: Ampliando horizontes através da arte

A artista plástica e arte educadora do CAPS Ad Continente Francis Pacheco apresenta a proposta do FANZINE FENIX, uma iniciativa de divulgação dos trabalhos de artes desenvolvidos nas oficinas.

Primeira edição do ZINE FÊNIX

Fanzine vem da expressão fanatic magazine que significa revista do fã. 
Fanzines são publicações independentes que expressam os mais variados pensamentos, geralmente, sobre artes, música, cinema e literatura. Ficou amplamente conhecido no final dos anos 70 quando foi muito utilizado para a divulgação do movimento punk na Inglaterra. São utilizados como veículo de comunicação alternativa devido ao  baixo custo de produção.

Pensando nisso, criamos o Fanzine Fênix que reúne trabalhos desenvolvidos nas oficinas de artes do Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (CAPS Ad  Continente).

As oficinas de artes, inseridas no contexto do CAPS AD, tem como objetivo desenvolver o potencial criativo dos participantes superando crenças de incapacidade e limitações, ampliando competências pessoais, autoconhecimento e principalmente a livre expressão do indivíduo.

O Zine Fênix busca registrar parte da produção artística do CAPS AD Continente oportunizando a exposição, pesquisa e divulgação do nosso acervo.

Além da tiragem impressa temos a versão virtual que pode ser acessada através do link:  

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Resgate a mente sem preconceito: Inclusão pela arte

Neste ano de 2015 iniciamos uma parceria com o Instituto Arco-Íris onde foram oferecidas oficinas de arte, informática, música e dança. Na oficina de pintura, Jean, está descobrindo seus talentos, pintando quadros. Compartilhou uma de suas obras com a irmã que mora em São Paulo, que ficou admirada e emocionada com seu trabalho de arte. Sua irmã publicou nas redes sociais, dividindo com os amigos a alegria de ver as conquistas do processo de recuperação de Jean.  

Jean em processo de criação na Oficina de Pintura

Com a repercussão do seu trabalho entre a rede de amigos de sua irmã, Jean se sentiu estimulado a compartilhar esta história aqui no Blog. Ele conta que uma dessas amigas ficou inspirada pelo quadro "A mulher colina" e escreveu também um poema:

"A mulher colina", obra de autoria de Jean

VISAGEM

Olhamos para o horizonte
E espantosamente
Nos deparamos com a Mulher Colina.
Ela repousa sua cabeça aquática.
Pensamentos sem fim.

Olhamos para o horizonte
E lá está a Mulher Colina.

A Mulher Colina também olha para o horizonte.
Mas seu horizonte é o infinito.

(Elaine Valeria)

sábado, 5 de dezembro de 2015

Projeto TRAJETOS CULTURAIS é um dos vencedores do Prêmio de Boas Práticas em Saúde



A 4ª Edição do Prêmio Boas Práticas em Saúde de Florianópolis reuniu mais de 300 pessoas no Centro de Eventos da UFSC, na sexta-feira (4). Durante o evento, foram apresentadas as melhores práticas em todas as categorias, além dos banners escolhidos para mesas de comentários.

O prêmio divulga as boas práticas educacionais desenvolvidas na Secretaria de Saúde (SMS) que estejam centradas na valorização do trabalho como fonte de conhecimento. Na cerimônia, essas experiências são apresentadas e os vencedores,  premiados com uma viagem, para que conheçam ações realizadas em municípios reconhecidos nacionalmente na área da saúde.

O tema deste ano foi “Intersetorialidade e trabalho em rede: caminhos para a integralidade”. O Prêmio Boas Práticas foi reconhecido pelo Ministério da Saúde no concurso InovaSUS do ano passado.

De acordo com o secretário de Saúde, Daniel Moutinho Junior, o principal objetivo do evento é a troca de experiências e informações para que as boas práticas e seus resultados possam ser disseminados em toda a rede. “Em cada peculiaridade local podem surgir práticas exitosas que contribuam para sanar ou minimizar dificuldades enfrentadas nas tarefas cotidianas.”

Neste ano, a premiação teve parceria do Ministério da Saúde, Secretaria de Estado da Saúde, Tribunal de Contas do Estado, Controladoria Geral da União, OAB/SC, Assembleia Legislativa de Santa Catarina, Conselho Municipal de Saúde, Câmara Municipal, Ministério Público Federal, Ministério Público de Santa Catarina, Univali e UFSC. Todos mandaram representantes ao evento.


Confira os vencedores:


Categoria Atenção:

- Trajetos Culturais: Intersetorialidade e Saúde Mental pelos Caminhos da Arte – Edemir Firmino Nascimento, Francis Pacheco, Ionara Bernardi e Marion De Martino – CAPSad Ilha e CAPSad Continente.

Categoria Gestão:
 - Tecendo o fio da meada para a rede de atenção ao câncer no Sistema Único de Saúde – Dannielle Fernandes Godoi – Diretoria de Média e Alta Complexidade

Júri técnico:
- Tecendo o fio da meada para a rede de atenção ao câncer no Sistema Único de Saúde – Dannielle Fernandes Godoi – Diretoria de Média e Alta Complexidade


Fonte: http://www.pmf.sc.gov.br/noticias/index.php?pagina=notpagina&noti=15951







quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Ponte Hercílio Luz

Projetada para durar por 30 anos a Ponte Hercílio Luz, hoje aos 89 anos, ainda demonstra contrastes à sua beleza. Apesar das suas rugas e aspecto envelhecido, a velha senhora inspira disputas, relações de amor e ódio. Manchetes dos jornais denunciam gastos exorbitantes no processo de restauração.
E o velho manezinho apenas contempla a distância o que um dia foi seu motivo de orgulho e que levou a ilha ao progresso.

A ponte foi foco de debates ao longo dos encontros do grupo do blog, o que nos permitiu discutir temas como corrupção, planejamento da cidade e a relação da ponte no cotidiano e história dos participantes do blog.

Paulo Lerina contribuiu com seu poema “Floripa” inspirado na cidade e sua ligação mais antiga. Abaixo segue seu texto:

FLORIPA
Paulo Lerina

Da minha janela
Aprecio o teu despertar
E teu mergulho
Nas incógnitas da noite
Assusta-me a morosidade
De teu fluir
Advinda da imobilidade
De teus planejadores
Preocupa-me o teu futuro
Afinal...
Teus heróis de bronze
Antes assíduos
Da praça XV
Subiram o morro
E viraram pedra
Tua simbólica ponte
Agora reduzida a suporte
De luzes natalinas
E lavadeira do dinheiro público
Treme
Ante a ameaça de um mergulho
Sem volta
E me pergunto,
Aonde vais assim
Fagueira e faceira
Siliconizada de aterros
Escondendo a idade?
Não importa
Vou contigo
Para relembrarmos os tempos
Em que fazíamos amor
Embalados pela brisa do mar
É Floripa...
O tempo passa
E em alguma esquina
A dama da eternidade
Já espera teu poeta
Para juntos erguer
Um derradeiro brinde
A vida
Partirei feliz
Estampando no rosto
O sorriso
Que só aqueles
Que tiveram o privilégio
De desfrutar teu amor
Sabem sorrir.




Ficamos na espera de maiores notícias que possam nos indicar o futuro da velha Hercílio Luz.

Enquanto isso Darci, o manezinho, nos ajuda a descontrair ao vislumbrarmos a ponte.


sexta-feira, 2 de outubro de 2015

REFUGIADOS NO BRASIL

De acordo com o CONARE (Comitê Nacional para os Refugiados), até outubro de 2014, o Brasil recebeu 7.289 refugiados reconhecidos, de 81 nacionalidades distintas. O movimento deles pelo Brasil gerou discussões, noticias e estudos. Hoje são eles quem dizem e é só por uma palavra: obrigado!
Eles resolveram retratar o sentimento de gratidão através de uma música e um videoclipe gravados em São Paulo, onde contam porque saíram de seus países. A função do vídeo é explicar o que é um refugiado, quebrando barreiras e preconceitos existentes.

A produção do vídeo, que durou 10 meses, teve participação de mais de 50 refugiados de 12 países – como Síria, Nigéria e Congo – em todas as suas etapas, como composição da música, roteiro e edição de imagens.

No vídeo, os refugiados simulam sua chegada a São Paulo e falam sobre o que sofriam em sua terra natal, citando casos de perseguição e guerra. “O Brasil nos dá mais segurança. Nós somos muito mais felizes agora”, cantam. Ao final, eles agradecem a hospitalidade no país.

Confira o vídeo:


FONTE: http://nossacausa.com/refugiados-gravam-musica-para-agradecer-abrigo-no-brasil/

HAITI - Caetano Veloso e Gilberto Gil

Quando você for convidado pra subir no adro
Da fundação casa de Jorge Amado
Pra ver do alto a fila de soldados, quase todos pretos
Dando porrada na nuca de malandros pretos
De ladrões mulatos e outros quase brancos
Tratados como pretos
Só pra mostrar aos outros quase pretos
(E são quase todos pretos)
Como é que pretos, pobres e mulatos
E quase brancos quase pretos de tão pobres são tratados
E não importa se os olhos do mundo inteiro
Possam estar por um momento voltados para o largo
Onde os escravos eram castigados
E hoje um batuque, um batuque
Com a pureza de meninos uniformizados de escola secundária
Em dia de parada
E a grandeza épica de um povo em formação
Nos atrai, nos deslumbra e estimula
Não importa nada:
Nem o traço do sobrado
Nem a lente do fantástico,
Nem o disco de Paul Simon
Ninguém, ninguém é cidadão
Se você for ver a festa do pelô, e se você não for
Pense no Haiti, reze pelo...
O Haiti é aqui
O Haiti não é aqui
E na TV se você vir um deputado em pânico mal dissimulado
Diante de qualquer, mas qualquer mesmo, qualquer, qualquer
Plano de educação que pareça fácil
Que pareça fácil e rápido
E vá representar uma ameaça de democratização
Do ensino de primeiro grau
E se esse mesmo deputado defender a adoção da pena capital
E o venerável cardeal disser que vê tanto espírito no feto
E nenhum no marginal
E se, ao furar o sinal, o velho sinal vermelho habitual
Notar um homem mijando na esquina da rua sobre um saco
Brilhante de lixo do Leblon
E ao ouvir o silêncio sorridente de São Paulo
Diante da chacina
111 presos indefesos, mas presos são quase todos pretos
Ou quase pretos, ou quase brancos quase pretos de tão pobres
E pobres são como podres e todos sabem como se tratam os pretos
E quando você for dar uma volta no Caribe
E quando for trepar sem camisinha
E apresentar sua participação inteligente no bloqueio a Cuba
Pense no Haiti, reze pelo
O Haiti é aqui
O Haiti não é aqui

OS CAMINHOS DA IMIGRAÇÃO

Nos últimos encontros de Discussão do Blog Nossa Voz foi trazido a temática do Imigrantes/Refugiados, que estamos percebendo estarem cada vez mais presentes em alguns locais da cidade e mesmo em serviços de atendimento social como o Centro POP. Um dos questionamentos iniciais foi se a oferta de apoio a estes imigrantes não poderia concorrer com os mesmos recursos públicos disponíveis para as pessoas que estão vivendo em situação de rua, sem moradia.

Fomos aprofundando o debate e percebemos que, se podíamos notar a presença dos imigrantes no Centro POP, da Assistência Social, não percebíamos esta aqui em nosso CAPS AD.
Vários de nossos usuários já tiveram contatos com um ou outro imigrante, e o debate foi ficando interessante, ao mesmo tempo que fomos nos dando conta que pouco conhecíamos sobre eles e o que fazem por aqui.

Na busca de algumas informações sobre o fenômeno migratório que temos observado na cidade, fomos buscar dados na mídia para estimular o debate e propiciar mais entendimento.
Encontramos alguns dados interessantes:

Se os refugiados estão bastante espalhados pelo país, existem alguns locais em que tem se concentrado, como o Estado de São Paulo, que concentra 36% dos pedidos de refúgio, Acre (16%), Rio Grande do Sul (11%) e Paraná (7,5%).

No Acre, que é uma importante rota de acesso dos imigrantes ao Brasil, o número de estrangeiros é bastante significativo, ainda mais se tratando da pequena população deste estado.
Entre 2010 e 2014 o número de pedidos de refúgio no Brasil cresceu 2.131%, ou seja, subiu de 1.165 para 25.996, segundo informa Departamento de Estrangeiros do Ministério da Justiça.


Porque vem ao Brasil?
“a maioria dos novos imigrantes vem por conta própria, ingressando de forma ilegal. Depois fazem pedido de refúgio, instrumento legal para um estrangeiro permanecer no Brasil, alegando perseguições políticas (caso Bangladesh e de Gâmbia) ou questões humanitárias (caso do Haiti, empobrecido mesmo antes do terremoto que o devastou, em janeiro de 2010).”
“Mas o maior motivo das migrações é econômico, sobretudo em relação a Gana, Senegal e República Dominicana; seus habitantes querem é fugir da falta de trabalho e de dinheiro”


A quem interessa este fluxo migratório?
Aos imigrantes, aos empresários quando encontram escassez de mão de obra brasileira?




Fontes de informação:




Onde buscar mais informações:


ACNUR – agência da ONU para refugiados