sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

UM MÊS DE TROCAS: A experiência de duas residentes de psicologia do HU no Caps Ad

Durante o mês de fevereiro tivemos a alegria de conviver com as psicólogas Gessyka e Mariane, do programa de residência multiprofissional do Hospital Universitário da UFSC. A passagem delas pelo CAPS AD faz parte do estágio realizado na rede municipal de saúde de Florianópolis. 

Quando chegaram ao CAPS foram entrevistadas pelo nosso Blog e puderam falar um pouco de suas expectativas em relação ao serviço e seus usuários. Abaixo você pode conferir a entrevista nos vídeos:





Agora, no último dia dessa experiência, as psicólogas foram novamente entrevistadas e abaixo respondem algumas perguntas sobre o que perceberam em sua passagem por aqui, leia:

QUAL A ATIVIDADE QUE VOCÊS MAIS GOSTARAM AQUI NO CAPS?
Todas as atividades foram bastante interessantes, como o ateliê e os trajetos culturais, mas nossas atividades preferidas foram a assembléia dos usuários e o grupo motivacional. Gostamos da assembléia por ser um espaço dos usuários para reivindicar e sugerir melhorias, assim como discutir questões referentes ao dia-a-dia do CAPS, sendo um momento importante de valorização dos saberes e opiniões dos mesmos. Já no grupo motivacional, a interação entre os técnicos e usuários foi o que mais chamou nossa atenção, além de ser um espaço que proporciona fortalecimento para a continuidade do tratamento por meio das trocas de experiências.

O TRABALHO DE VOCÊS NO HU É IGUAL AO REALIZADO AQUI?
Não, o trabalho da psicologia no hospital está mais relacionado ao momento do adoecimento e às reações que podem surgir na família e no paciente durante o período de internação. Diferente do atendimento integrado e de longo prazo oferecido nos CAPS.

VOCÊS ACHAVAM QUE ENCONTRARIAM AQUI UM “BANDO DE LOUCOS”?
Não. Mas com certeza saímos com uma visão diferenciada quanto aos usuários daqui.

VOCÊS PRETENDEM DESENVOLVER ALGUM TRABALHO COM A POPULAÇÃO EM SITUAÇÃO DE RUA? 
Nós gostaríamos sim de trabalhar com essa população, principalmente após a experiência que tivemos aqui. E, mesmo que isso não aconteça, com certeza valorizaremos os profissionais que se dedicam a esse trabalho.

O QUE APRENDERAM NO CAPS QUE LEVARÃO PARA O HU?
Além da parte técnica (funcionamento do serviço, trabalhos em grupos, fluxos de rede) vivenciamos muitas coisas que levaremos não só para a prática profissional, mas também para a vida pessoal.  Percebemos como é intensa a capacidade de superação de cada um bem como a solidariedade e companheirismo entre os usuários.

Para finalizar deixaram esta mensagem a todos:

Gostaríamos de aproveitar, também, para agradecer a equipe técnica e os usuários do CAPS pelo acolhimento, paciência e carinho com que todos nos receberam. Com certeza, foi um mês de grande aprendizado mútuo e boas experiências! Levaremos um pouquinho de cada um de vocês conosco! Obrigada!!! Gessyka e Mariane

Nós do CAPS AD Continente também deixamos aqui nosso agradecimento pelas trocas que vocês nos proporcionaram, deixam aqui conosco um pouco de vocês! Desejamos sucesso em suas trajetórias!! 

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

TRAJETOS CULTURAIS em ação

Nas últimas semanas o grupo dos TRAJETOS CULTURAIS está percorrendo a cidade e curtindo diversos espaços culturais. Abaixo segue uma amostra destas incríveis atividades de integração e inserção por meio da cultura:


Parque Ecológico Municipal do Córrego Grande - 22 de janeiro

O parque também conhecido como Horto Florestal está localizado no bairro Córrego Grande, nas proximidades da UFSC. Em sua área de 22 hectares conta com dois lagos, várias trilhas, pista de caminhada em meio à vegetação, parque infantil, um anfiteatro, duas quadras de esportes e espaço para piqueniques.

Pudemos apreciar uma grande variedade de plantas nativas e, para a alegria de todos, o parque apresenta uma fauna composta por animais domesticados como patos, coelhos e galinhas, além de muitos pássaros como os biguás, garças, araquãs, papagaios, tucanos, gralhas e pica-pau. Outros animais também presentes são sagüis, gambás, jabutis, cágados e jacarés-do-papo-amarelo.

Tivemos uma tarde agradável com direito a fechamento com piquenique!





Parque Ecológico do Córrego Grande 
Endereço: Rua João Pio Duarte Silva, 535, Córrego Grande
Telefone: (48) 3234-3522
Visitação: todos os dias, das 07h às 19h
Gratuito


Fundação BADESC - 29 de janeiro

Em nossa visita à Fundação BADESC fomos recebidos calorosamente pela Margaret Waterkemper, diretora de artes e eventos, e pelos mediadores Bruno e Carolina.
Visitamos às exposições “Nome aos bois”, de Luciano Boletti, e "Reminiscências Urbanas", de Maíra Ishida.
Para finalizar o grupo foi convidado a produzir coletivamente uma obra a partir das inspirações das exposições visitadas, o resultado pode ser conferido abaixo:







Fundação BADESC
Endereço: Rua Visconde de Ouro Preto, 216 - Centro
Telefone: 3224-8846
Visitação: de segunda à sexta, das 12h às 19h
Todas as atividades são Gratuitas


Museu de Arqueologia da UFSC / MARQUE - 05 de fevereiro

A arqueóloga Luciana nos acompanhou na visita guiada pela exposição "Arqueologia em questão: percorrendo o litoral catarinense", conhecendo um pouco sobre a história dos primeiros habitantes do nosso litoral.







MARQUE - Museu de Arqueologia e Etnologia da UFSC
Endereço: Campus Trindade, ao lado do CFH
Telefone: 3721-9325
Visitação: Horário de verão, de segunda à quinta-feira das 13:30h às 18:30h
Gratuito

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

AGUARDE!!! Em breve entrevista com as Residentes de Psicologia.

Na próxima semana iremos apresentar  a entrevista realizada com as psicologas Gessyka e Mariane, residentes da Universidade Federal de Santa Catarina. Elas irão permanecer por um período de 30 dias no Caps-ad Continente.
NÃO PERCAM!!

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Caminhada pelo Figueirense

Nesta quarta-feira, 28 de janeiro, o Grupo de Caminhada resolveu alterar seu trajeto habitual até a Beira-mar Continental, e percorreu as ruas do tradicional bairro Estreito. E a atividade física foi interrompida apenas para um intervalo e visita ao Estádio Orlando Scarpelli, casa do Figueirense Futebol Clube, um dos dois times que representam a Capital na Série A do Campeonato Brasileiro. 

Da visita, além das fotos, levamos o convite para retornarmos e acompanharmos, da arquibancada, um dos treinos livres do time alvinegro, também conhecido como o Furacão do Estreito. 


Grupos de Caminhada do CAPS Ad Continente:
2ª, 4ª e 6ª feiras - 09:30h






Estádio Orlando Scarpelli
Rua Humaitá, 194
Bairro Estreito - Florianópolis

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

INTEGRAÇÃO ENTRE OS CAPS AD CONTINENTE E ILHA

O dia 15 de janeiro de 2015 marca o inicio de uma integração entre os dois CAPS AD de Florianópolis, através dos Trajetos Culturais. A primeira saída em conjunto entre os usuários dos dois serviços foi para visitação ao Projeto Tamar, na Barra da Lagoa, praia localizada no Leste da Ilha de Santa Catarina.
Confira algumas fotos:

Canal da Barra da Lagoa, a caminho do Tamar










sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

EXPOSIÇÃO: ELI HEIL 85 ANOS

Primeira saída dos Trajetos Culturais em 2015 aconteceu ontem, 08/01/2015, fomos visitar a exposição ELI HEIL 85 anos, no Museu de Arte de Santa Catarina (MASC), localizado no Centro Integrado de Cultura (CIC).
A exposição encantou os participantes para vitalidade e cores presentes nas obras desta grande artista catarinense.

Onde: MASC / CIC
Até março de 2015
Gratuito












terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Foi destaque no site da Prefeitura de Florianópolis o lançamento do Livro Logoff, de Alexandre Bandarra. Compartilhamos com todos nossa alegria pela realização e sucesso deste amigo do CAPS Ad Continente!

Parabéns Alexandre!

Segue abaixo a publicação do site da PMF:


19/12/2014 - Social
Ex-morador de rua conta sua vida em livro
Alexandre Bandarra está há seis meses na Casa de Apoio Social da Secretaria de Assistência Social, em processo de desintoxicação

foto/divulgação: Vanessa Silveira

Ex-morador de rua lança livro
Logoff, encerramento de uma sessão de conexão. É com esse termo significativo que Alexandre Bandarra, ex-morador de rua, nomeou o livro que escreveu sobre a difícil trajetória que passou com as drogas por mais de 14 anos. Há seis meses, está na Casa de Apoio da Secretaria Municipal de Assistência Social, em processo de dexintoxicação, e lançou seu primeiro trabalho para os funcionários da Pasta, que o apoiaram em todo o processo.

Natural de Cruz Alta, Rio Grande do Sul, “o Piloto”, como era conhecido nas ruas, trabalhou com aviação agrícola por muitos anos no Mato Grosso do Sul. Veio para Florianópolis em 2001 e em 2005 envolveu-se com a bebida alcóolica, que, pouco tempo depois, trouxe junto a dependência química e mais de 40 internações.

Nas ruas do município, conheceu Paulo Poeta, também morador de rua, que se tornou um grande amigo. Os dois mantiveram uma parceria vendendo poesias e alojavam-se na Praça XV e na Praça dos Bombeiros, no Centro. Em um dos seus textos, denominado “Sentimento”, Alexandre descreve um pouco da relação entre os dois:

“Conheci um indivíduo que se denominava ‘poeta’. Estava nas mesmas condições que a minha, ou seja, acostumado a sentar no banco da praça para beber o fruto de um bom mangueio (pedir dinheiro). O que nos uniu em primeiro lugar foi isso. A atração. Depois a conversa e a identificação na doença. Isso a princípio já foi o suficiente para que, quando um não tinha, o outro tinha, mas não era por isso que o que tinha caísse fora quando o outro não tinha. Aí começou.”
Por muito tempo, dividiram uma boa amizade, mas também o vício, que desgastou a saúde dos dois. “Passamos por experiências difíceis juntos. O Poeta foi meu parceiro nas horas boas e ruins na rua. Nunca pensei que a dependência química fosse capaz de me unir a uma pessoa com o mesmo problema que eu, e resultar em uma grande amizade”, contou o Piloto.

De volta à cidadania


Há pouco mais de seis meses, Alexandre aceitou o convite da equipe da Abordagem Social e está na Casa de Apoio. Hoje, recebe todo a ajuda necessária para uma nova vida sem as drogas. “O Poeta já conhecia a Casa, morou lá por cinco meses, mas depois recaiu. Foi ele quem me apresentou esse lugar, que chamava de ‘Porto seguro nas tempestades da vida’, e que agora é o meu porto também”, disse.

Entre as atividades realizadas no local, o Piloto sentiu-se atraído pelas oficinas de informática, em que os próprios moradores da Casa de Apoio escrevem textos para um blog. “Através da escrita não me senti mais só. Pude externar, através das palavras, o que há no meu íntimo, desafabar, e contar um pouco do que sou e da minha história, foi aí que surgiu a ideia do livro”, disse.

Em dezembro nasceu Logoff, um livro terapêutico sobre as superações da vida nas ruas e contra a dependência química. Esta foi uma parceria com a Editora Pistis, que acreditou na ideia e lançou a obra, que é vendida pelo próprio Piloto por R$ 15,00, dinheiro que servirá para a ressocialização dele.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

PASSEIO NA PRAIA DA ARMAÇÃO

Passeio realizado no dia 04 de dezembro de 2014, na Praia da Armação, sul da ilha de Santa Catarina, um dos mais belos cenários do nosso Estado.

Teve churrasco, sacolé, refrigerante, sucos, salada de frutas e tudo mais refrescar no dia sol e calor, 1000ºC à sombra!! Pra aliviar tamanho calor, só um banho de mar nas águas cristalinas da praia, com direito a saltos ornamentais e mergulho no trapiche.

Vejam nossas fotos: